Hoje vou divulgar uma exposição onde vários colegas meus de Guignard vão participar. Acontecerá a partir de amanhã na galeria de arte contemporanêa Ana Maria Niemeyer com a curadoria de Isaura Pena e Marco Túlio Resende.
Meus amigos e companheiros de Guignard são:
Cacá Bicalho
Bruno Cançado
Bárbara Schall
Binho Barreto
Thiago Pena
Fabiano Dutra
Parabéns meus amigos! ;)
Praça Santos Dumont, 140 loja A
Baixo Gávea Rio de Janeiro RJ
tel: 21 25408155 - fax: 21 22592082e-mail: galamn2@centroin.com.br
Terça a Sexta : 12:00 as 21:00H
Sábado e Domingo: 14:00 as 18:00
Site da galeria: http://www.annamarianiemeyer.com.br/
terça-feira, 29 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Workshop Papéis Fine art e Fluxo de pré-impressão para fotógrafos com Clicio Barroso e Caio Oliveira
Impressão de fotos dos participantes em papéis fine art Canson
• DIAS 2 e 3 DE ABRIL
Das 9:00h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h.
• LOCAL
Rua da Moeda 140, Bairro do Recife
( Arte Plural Galeria / Atelier de Impressão )
• INSCRIÇÕES
Tereza ou Eline – 81 3424.1310 / 8802.0668 / 8814.4375 -
• VAGAS
25 vagas
• NÍVEL DO PARTICIPANTE
intermediário / avançado
• VALOR
R$450,00 – 10% de desconto para associados Fototech
• APRESENTAÇÃO
A fotografia contemporânea exige como pré-requisito o conhecimento técnico de procedimentos digitais, e saber transferir a imagem para o papel com fidelidade de cores e resultados de qualidade é hoje fundamental. Clicio Barroso e Caio Oliveira mostram de forma simples e lógica como são fabricados e utilizados os substratos (papéis), o que é conservação museológica e longevidade, os caminhos da imagem por todos os dispositivos, suas limitações, com uma demonstração prática de que a cor pode sim se manter visualmente inalterada desde a captura até a impressão.
Desmistificando o gerenciamento de cores e a conversão de cor para P&B, e preparando fotografias para impressão fineart em papéis de algodão Canson, o processo se beneficia dos perfis ICC e das suas interações para extrair o que há de mais profundamente rico nas altas e baixas luzes das imagens digitais.
• OBJETIVOS
Pensar e preparar a fotografia desde a sua captura, para que o produto final do fotógrafo, que é o impresso, tenha toda a qualidade possível.
• CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Curso demonstrativo (hands-on, com notebooks dos participantes) que aborda os papéis de algodão e alfacelulose, o gerenciamento de cores e workflow da imagem digital, até a sua impressão. Serão trabalhados os cuidados na captura digital, calibragem de monitores e câmeras, perfis ICC, arquivo master RGB, modo LAB, RGB para P&B, falsos perfis, calibragem de impressoras, o Color Settings do Photoshop, ingestão das imagens no Lightroom, processamento dos arquivos RAW, interpolação, conversão dos arquivos e impressão.
• EQUIPAMENTO NECESSÁRIO
Notebooks dos alunos , Photoshop CS4 ou superior, e Lightroom 3.0 (recomendado).
• PÚBLICO ALVO
Fotógrafos e artistas que trabalhem ou tenham interesse na impressão de fotografias no campo das artes visuais.
• OS MINISTRANTES
- Clicio Barroso é fotógrafo, autor de livros técnicos e impressor. Participa regularmente de exposições, e por três vezes recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo, categoria Fotografia. Na área digital, estudou com Dan Margulis, Scott Kelby e Peter Krogh, entre outros. Clicio tem ministrado cursos, palestras e workshops em faculdades e cursos de pós graduação, em instituições como o SENAC, UEL, Escola São Paulo, entre outras. Diretor da Associação de Fotógrafos Fototech, é colunista da revista Digital Photography, e colaborador de várias outras revistas especializadas em fotografia.
- Caio Oliveira é executivo da Canson, e tem grande experiência nas áreas de papéis fine art, substratos, conservação e longevidade. Em sua apresentação, os diferentes tipos de substratos, coatings e processos de interação papel/tinta pigmentada, são demonstrados, tornando o procedimento claro e fácil.
Qualquer dúvida entre no site da fototech:
Retrato da Deriva
" Retrato da Deriva" é uma iniciativa da Fundação Clóvis Salgado de estimular o olhar espontâneo do visitante para os espaços da própria fundação (Palácio das artes,Centro de Arte Contemporânea e Fotografia (antigo Instituto Moreira Salles),CEFAR,CTP-Marzagão,Serraria Souza Pinto) por meio de um edital público que divulgará e premiará imagens representativas desse olhar.
Todo o processo será realizado via internet. Serão realizadas 12 exposições virtuais no site da Fundação Clóvis Salgado. Onde o público poderá votar na foto de sua preferência. O autor da imagem do mês mais votada receberá um prêmio no valor de 1.000,00 (mil reais).
Quer saber mais?
Entre no site: http://www.fcs.mg.gov.br/agenda/1972,projeto-retrato-a-deriva.aspx
E votem na minha foto!
quarta-feira, 16 de março de 2011
29º Bienal em BH e Exposição A Carta da Jamica na Oi Futuro - BH
Demorei demais para ir,sempre protelando para mais um dia e assim ia,agora que terminei a Guignard e morando em Santa Luzia confesso ficar com um pouco de preguiça de descer até o centro, ainda mais que de carro durante a semana é "chatérrimo" de estacionar. Prefiro ir ao palácio nos domingos, logo após a feira (me recuso a dizer "Feira Hippie"como também é conhecida por aqui, porque, desta cultura passa bem distante...)da Afonso Pena.
Quando vi no jornal de que seria a última semana,parei e disse não haveria mais como adiar minha visita a exposição e então fui ver as tão comentadas obras desta Bienal.
Amei a exposição,várias obras cativaram meu olhar, muitas delas trazendo reflexões sobre grandes injustiças cometidas e o avanço-não avanço da realidade política que vivemos. Também confesso: dei grandes risadas com a instalação de Jimmie Durham e seu " Bandeirante" moderno.
Pude ver também pela primeira vez o B33 Bólide caixa18 “Homenagem a Cara de Cavalo”, 196 de Hélio Oiticica e as notas de dólares de Cildo Meirelles em Inserções em circuitos ideológicos: Projeto
Cédula, 197. Outra artista importante que vi foi Ligya Pape (referencia para minha pesquisa em arte), com o seus trabalhos: "Lingua apunhalá-da" e "Divisor".
Também amei ver exposto a mineira de Belo Horizonte Cinthia Marcelle e o artista Efraim Almeida (do qual já havia visto em uma exposição individual aqui em BH, na época curadoria de uma professora minha da Guignard Janaína Melo.
Também vi os desenhos de Gil Vicente são muito lindos (falando mesmo da sua habilidade no desenho)! Mas como o impacto e a repercussão do seu trabalho já havia sido tão grande quando o apresentou na Bienal de São Paulo,confesso que o observei sem tão grandes surpresas e emoções.
Outro artista que pude contemplar foi Artur Barrio em uma importante instalação. Instalação, esta, que percebi causar reações adversas no público.Tive a oportunidade de conhecer este trabalho de Artur Barrio ainda na faculdade, então sabia do que se tratava, mas ao contrário dos que me causou os desenhos do artista Gil Vicente, a instalação de Artur Barrio me causou um maior interesse e impacto.
Como estou muito ligada na fotografia neste tempo, não poderia deixar de citá-las. Amei o trabalho da Rosangêla Rennó, artista esta que já tenho por referencia em minha carreira artística e dois trabalhos bem peculiares como o de Jonathas Andrade, que diagramou as palavras com fotografias que as identificassem, fazendo uma referência ao método de ensino de Paulo Freire a alfabetização.O layout das fotos me remeteram um caráter bem "Kitsch", todas estas condições da obra exposta me levaram a uma reflexão de como usamos as palavras, classificando imagens como formas muito reducionistas das realidades. Ainda das fotografias da artista Alessandra Sanguinetti que me atrairam com as cenas montadas e interpretadas por duas adolescentes (por quem a artista teve contato durante um tempo), interessantíssimas e super fakes me faziam avaliar a percepção do outro na concepção das cenas (sugeridas pelas garotas) e o resultado final.
Todas estas obras que citei se encontram neste PDF. é só ir conferir, nele estão todas as obras (escolhidas para participarem da exposição itinerante por várias cidades brasileiras) dos artistas expostas na Bienal
http://www.fcs.mg.gov.br/imagensDin/Arquivos/4327.pdf
A Exposição " A carta da Jamaica" complementou para mim a realidade mostrada pela Bienal, mostrando aos convidados o bicentenário da Independência da América Hispânica através da visão de cada artista em dar um enfoque sobre a real realidade hoje vivida de seus países.
A exposição : A Carta da Jamaica acontece do dia 09 de fevereiro ao dia 3 de abril no Espaço Oi Futuro - BH
Horários: De terça a sábado, das 11h às 21h, domingo, das 11h às 19h
Entrada franca
Já a 29º Bienal em Belo Horizonte só vai até esta semana, terminando no dia 20 de março no Palácio das Artes e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia em Belo Horizonte.
Horários: terça-feira a sábado de 9h às 21h; domingo de 16h às 21h
Entrada Franca
sábado, 12 de março de 2011
Indicação de livro
Neste tempo, em que tenho aprendido mais tecnicamente sobre fotografia, tenho lido muitos artigos, revistas e livros. Ainda mais porque estava por definir qual será minha camêra, bom decidi, vou começar com a Canon 7D (melhor seria se fosse a 5D mark II, mas o preço aumenta bem pra mim no momento) então queria saber como é o seu desempenho, quais lentes usar etc.Com o fotógrafo Jean Assis tenho aprendido muito, pois observo a iluminação que escolhe para as fotos em seu estúdio,a forma de lidar com o cliente, a fotografia comercial etc, mas a prática é o que conta e o que percebo é que ainda tenho muito da teoria que preciso colocar em prática.
Tenho a limitação de ainda não possuir minha câmera, as fotos que tiro foram da câmera de meu amigo fotógrafo Luís Fernando, uma Canon T2i e uma Sony Cyber Shot DSC- HX1 da minha irmã.
Mas esses dias estão chegando ao fim, já tenho fotos agendadas para um book esse mês e quero colocar em prática o que estou aprendendo neste tempo.Principalmente no que tange a iluminação correta (exposição correta,com a velocidade e abertura do diafragma).
Buscando uma maior compreensão sobre o assunto, uma de minhas maiores dúvidas ( e olha que tenho muitas, como lentes,quais escolher etc rs) era o uso do flash dedicado. E não é que nas minhas buscas, encontrei um livro sobre este assunto (me agradou bastante, linguagem fácil e prática!) e que creio que servirá e serve de grande ferramenta para mim ( e para quem quiser conhecer mais sobre o tema ),enquanto o uso do flash não for algo totalmente intuitivo dentro de mim, aplicarei bastante os conhecimentos que capturei do manual do fotógrafo e escritor Neil Van Niekerk. Seu livro: Flash dedicado - Técnicas para fotografia de casamento e retrato editora Photos.
Tirei muitas coisas boas deste livro,mas uma delas foi a forma como o Neil programa a câmera de modo manual para obter a exposição correta e como configura o uso do Flash TTL ,auto e manual, de acordo com a situação, interna e externa a velocidade de sincronismo do flash (para o melhor desempenho dele) etc. O uso do Flash de preenchimento, rebatido,direto o uso de rebatedores, modificadores e filtros.
Nossa são tantas coisas bacanas,que abriram um grande e novo universo pra mim.
Se você se interessa por este assunto e deseja aprender mais, indico esta leitura, tenho certeza de que vai ser muito útil a você.
Interessante é que neste feriadão de carnaval fui visitar um casal de amigos, recém casados e como sabem que fotografo e fui madrinha queriam minha opinião na hora de escolher as fotos para o seu Álbum.Comentei, mas observei (e isso não precisei dizer a eles) em como a iluminação foi fraca, as poses muito lindas, mas o ajustes dos brancos, a exposição medida erronêamente, traziam grandes erros, subexpondo e e superexpondo muitas das imagens.
Entendi de que não adianta se ter o melhor equipamento se não se sabe tirar o melhor dele e usá-lo ao seu favor até para aliviá-lo para a pro-produção.
No livro,achei muito bacana e util a forma de encontrar a exposição correta, o autor deu várias dicas,mas uma que achei bacana demais para mim, foi a de observar no histograma e ai depois é só fazer as compensações no caso de se usar o flash. Mas isso servirá para cada tipo de situação etc.Aaaa se deixar vou ficar falando e falando aqui sobre isto.
Enfim,logo terei mais novidades pra vcs!
Tenho a limitação de ainda não possuir minha câmera, as fotos que tiro foram da câmera de meu amigo fotógrafo Luís Fernando, uma Canon T2i e uma Sony Cyber Shot DSC- HX1 da minha irmã.
Mas esses dias estão chegando ao fim, já tenho fotos agendadas para um book esse mês e quero colocar em prática o que estou aprendendo neste tempo.Principalmente no que tange a iluminação correta (exposição correta,com a velocidade e abertura do diafragma).
Buscando uma maior compreensão sobre o assunto, uma de minhas maiores dúvidas ( e olha que tenho muitas, como lentes,quais escolher etc rs) era o uso do flash dedicado. E não é que nas minhas buscas, encontrei um livro sobre este assunto (me agradou bastante, linguagem fácil e prática!) e que creio que servirá e serve de grande ferramenta para mim ( e para quem quiser conhecer mais sobre o tema ),enquanto o uso do flash não for algo totalmente intuitivo dentro de mim, aplicarei bastante os conhecimentos que capturei do manual do fotógrafo e escritor Neil Van Niekerk. Seu livro: Flash dedicado - Técnicas para fotografia de casamento e retrato editora Photos.
Tirei muitas coisas boas deste livro,mas uma delas foi a forma como o Neil programa a câmera de modo manual para obter a exposição correta e como configura o uso do Flash TTL ,auto e manual, de acordo com a situação, interna e externa a velocidade de sincronismo do flash (para o melhor desempenho dele) etc. O uso do Flash de preenchimento, rebatido,direto o uso de rebatedores, modificadores e filtros.
Nossa são tantas coisas bacanas,que abriram um grande e novo universo pra mim.
Se você se interessa por este assunto e deseja aprender mais, indico esta leitura, tenho certeza de que vai ser muito útil a você.
Interessante é que neste feriadão de carnaval fui visitar um casal de amigos, recém casados e como sabem que fotografo e fui madrinha queriam minha opinião na hora de escolher as fotos para o seu Álbum.Comentei, mas observei (e isso não precisei dizer a eles) em como a iluminação foi fraca, as poses muito lindas, mas o ajustes dos brancos, a exposição medida erronêamente, traziam grandes erros, subexpondo e e superexpondo muitas das imagens.
Entendi de que não adianta se ter o melhor equipamento se não se sabe tirar o melhor dele e usá-lo ao seu favor até para aliviá-lo para a pro-produção.
No livro,achei muito bacana e util a forma de encontrar a exposição correta, o autor deu várias dicas,mas uma que achei bacana demais para mim, foi a de observar no histograma e ai depois é só fazer as compensações no caso de se usar o flash. Mas isso servirá para cada tipo de situação etc.Aaaa se deixar vou ficar falando e falando aqui sobre isto.
Enfim,logo terei mais novidades pra vcs!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Exposição do Foto em Pauta - Tiradentes - MG
Dia 16/02/2011 fui na abertura da exposição que marcou o início das atividades do Foto em Pauta em Tiradentes - MG. A exposição conta com fotógrafos mineiros e foi uma honra uma de minhas fotos ter sido escolhida.
Minha fotografia:
Veja reportagem que saiu da Expoisção no Jornal Estado de Minas 15/02/2011:
Instantes de luz
Fotografia ocupa Tiradentes, de amanhã a domingo, com Festival Foto em Pauta, que reúne importantes artistas brasileiros em exposições, debates e workshops
Mariana Peixoto - EM Cultura
O fotógrafo Claudio Edinger busca histórias inusitadas que depois reúne em livros
Não mais um olhar para o mundo, mas para si por meio do mundo. É dessa maneira que Eugênio Sávio define a atual geração de fotógrafos brasileiros, com ênfase nos mineiros. Há sete anos, criou o Foto em Pauta, encontro de autores com seu público que reuniu tanto fotógrafos de BH quanto de outros estados. No decorrer dos anos, o projeto se desenvolveu, chegou a ter itinerância (foi realizado em 12 estados em determinado período) e acabou gerando uma rede de discussão entre profissionais e amadores do meio. O caminho natural foi a criação do Festival Foto em Pauta, que começa amanhã, em Tiradentes.
“Um festival serve para formação de público, que começa a entender que uma fotografia de qualidade supera a questão de que uma foto boa é aquela que é boa tecnicamente. Foto boa é aquela que tem o que dizer”, acrescenta o fotógrafo. A programação, que será realizada até domingo, abrange encontros no formato do Foto em Pauta, workshops, projeções e exposições. Entre os convidados estão nomes como J. R. Duran, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Márcio Rodrigues, João Castilho, Gustavo Lacerda e Gal Oppido. Há ainda o que vem sendo chamado de Ciclo de Ideias, que vai levar para o centro da discussão temas como retratos, mercado editorial, fotojornalismo e fotografia autoral.
A abertura, na noite de amanhã, no Centro Cultural Yves Alves e no Iphan, será com a 2ª Mostra Mineira de Fotografia, uma coletiva que reúne trabalhos de 100 autores, entre profissionais e amadores. O título vem de uma exposição datada de 1983, no Palácio das Artes. O próprio Sávio, garoto na época, participou do evento. A nova versão tem cinco curadores: Tibério França, Miguel Aun, Guto Muniz, Léo Lara e Elmo Alves. O critério para se inscrever (houve 300 inscrições) foi que os fotógrafos deveriam ter nascido em Minas ou residir no estado há mais de dois anos.
“Na mostra, o mais jovem expositor tem 15 anos e o mais velho, “seu” Wilson Batista, remanescente do Fotoclube Minas Gerais, tem 92”, afirma França. Não há um tema para a exposição. “A única coisa que evitamos foi o nu, para não gerar controvérsias, já que se trata de uma mostra aberta”, acrescenta. Há fotógrafos selecionados para esta coletiva que participaram da primeira, que reuniu 40 fotógrafos há quase 30 anos: Paulo Laborne, Branca de Paula, José Israel Abrantes e Paulo Batista.
Para França, que soma 25 anos de carreira, o que se vê na fotografia mineira dos dias de hoje são diferentes correntes: “Há a fotografia pictorialista, em que autores, como Eustáquio Neves, interferem na imagem; há aquela direta, em que não se mexe em nada, aproveitando inclusive as bordas dos negativos; e há uma corrente nova, de João Castilho, Rodrigo Albert, Pedro David, que poderiam ser chamados fotógrafos expressionistas, que ‘carregam na tinta’. Eles não alteram o que foi visto, mas existe uma interferência na saturação de cores, por exemplo.”
Trabalho recente de um desses fotógrafos será visto na única individual da programação oficial do evento. Pedro David vai apresentar Homem pedra, série de 13 fotografias resultantes de projeto iniciado (e ainda em curso) há três anos no sertão de Pernambuco. “A ideia era fazer uma investigação sobre os resquícios de uma relação íntima do homem com a natureza. Não sei dizer se o que se vê hoje é resquício do que existiu no passado ou do que romantizei”, diz David. O fotógrafo realizou duas viagens à região: a segunda, de dois meses, foi feita com bolsa de residência artística do Salão de Artes Plásticas de Pernambuco.
“De uma maneira geral, projetos de residência são aqueles em que você se fixa num lugar. O meu foi diferente: peguei um carro aqui e fiz a viagem, pois me interessava o percurso inteiro. Tanto que somente no sexto dia cheguei a Pernambuco”, explica David. Da série de 13 fotos (em grande formato, em papel de algodão com pigmentos naturais), três foram tiradas no caminho, na Bahia. A exposição conta também com instalação audiovisual, em que o vídeo Birutas será projetado em pedra de amolar faca adquirida no sertão pernambucano.
Trabalho da série Homem pedra, de Pedro David, realizado no Nordeste
Loucuras
Fotógrafo que abriu o Foto em Pauta em 2004, o carioca Cláudio Edinger vai a Tiradentes participar de bate-papo com o público e também ministrar workshop. O tema é a produção de livros fotográficos – ele é o autor de 13 obras do gênero. “Num livro, a gente pode se aprofundar num assunto até o limite”, afirma Edinger, que já lançou trabalhos sobre o Hotel Chelsea, em Nova York, as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Havana, entre outros.
“Todos os meus livros têm a ver com a minha história, tanto num asilo de loucos, quanto num hotel muito louco, quanto numa ilha muita louca (Cuba) ou de uma festa doida (carnaval). Seja onde for, no fim o fotógrafo anda caçando suas próprias loucuras por meio de imagens, para ver se encontra a chave”, diz Edinger, atualmente envolvido em projetos no sertão baiano, Amazônia, Paris, Los Angeles e Santa Catarina. “É um barato fazer coisas tão diferentes ao mesmo tempo, pois o que aprendo em Paris serve para a Bahia e assim por diante. Nunca tinha feito isso antes e está sendo um grande aprendizado”, finaliza.
PROGRAMAÇÃO
Exposições
• 2ª Mostra Mineira de Fotografia – Coletiva de 100 autores (Centro Cultural Yves Alves e Iphan)
. Homem pedra – Pedro David (Marcenaria Tiradentes)
Encontros e debates
• Amanhã
20h30 – Abertura da Mostra Mineira de Fotografia
• Quinta-feira
18h30 – Ciclo de ideias – Retrato: Complexidade e troca (Clício, Cristiano Mascaro e Gal Oppido)
20h30 – Foto em Pauta (Cláudio Edinger)
• Sexta-feira
17h15 – Foto em pauta (Márcio Rodrigues)
18h30 – Ciclo de ideias – Por um fotojornalismo que se anuncia (Sérgio Moraes, Alexandre Sassaki, Cláudio Versiani e Kátia Lombardi)
20h – Imagens do Fotojornalismo 2010 (Reuters, France Press e O Globo)
• Sábado
10h30 – Ciclo de ideias – Fotolivros: Memória contida (Valdemir Cunha, Iatã Cannabrava e Alexandre Belém)
11h30 – Um olhar sobre a fotografia carioca (Patrícia Gouvêa)
16h – Reunião do Fórum da Fotografia Autoral de Minas Gerais
17h15 – Foto em pauta (Gustavo Lacerda)
18h30 – Ciclo de ideias – Autores; Reverberações e tempos (João Castilho, Pedro David e Pedro Motta)
19h – Lançamento do livro Tiradentes: Um olhar para dentro (Cristiano Mascaro e Humberto Werneck)
20h30 – Revistas de fotógrafos, com Bob Wolfenson e J. R. Duran, entrevistados por Alexandre Belém e Marília Scalzo
• Domingo
10h – Mostra dos alunos dos workshops
Workshops
• Bob Wolfenson (Encontro com o autor): R$ 400 (sexta)
• Cláudio Edinger (O trabalho autoral e a produção de livros fotográficos): R$ 400 (sexta)
• Clício (Gerenciamento de cores e fluxo de pré-impressão para fotógrafos): R$ 500 (quinta e sexta)
• Coletivo Garapa (O ensaio autoral: da exibição on-line à parede da galeria. Novos rumos e formatos para a fotografia) – R$ 400 (quinta e sexta)
• Cristiano Mascaro (Encontro com o autor): R$ 400 (quinta e sexta)
• Cristiano Xavier e Jorge Santos (Na luz da noite, workshop de fotografia noturna) – R$ 220 (quinta a sábado)
• Gal Oppido (Quem com luz fere com luz será ferido) – R$ 400 (quinta a sábado)
• Guto Muniz (A fotografia nas artes cênicas) – R$ 300 (quinta a sábado)
• João Castilho (A fotografia como prática artística contemporânea) – R$ 400 (quinta e sexta)
• João Marcos Rosa (Documentários fotográficos ambientais em foco) – R$ 300 (quinta a sábado)
• Valdemir Cunha (Fotografia de viagem e edição de imagens) – R$ 400 (quinta e sexta)
FESTIVAL FOTO EM PAUTA
De amanhã a domingo, no Centro Cultural Yves Alves, em Tiradentes. A programação, à exceção dos workshops, tem entrada franca. Informações: www.fotoempauta.com.br/festival
Minha fotografia:
Instantes de luz
Fotografia ocupa Tiradentes, de amanhã a domingo, com Festival Foto em Pauta, que reúne importantes artistas brasileiros em exposições, debates e workshops
Mariana Peixoto - EM Cultura
O fotógrafo Claudio Edinger busca histórias inusitadas que depois reúne em livros
Não mais um olhar para o mundo, mas para si por meio do mundo. É dessa maneira que Eugênio Sávio define a atual geração de fotógrafos brasileiros, com ênfase nos mineiros. Há sete anos, criou o Foto em Pauta, encontro de autores com seu público que reuniu tanto fotógrafos de BH quanto de outros estados. No decorrer dos anos, o projeto se desenvolveu, chegou a ter itinerância (foi realizado em 12 estados em determinado período) e acabou gerando uma rede de discussão entre profissionais e amadores do meio. O caminho natural foi a criação do Festival Foto em Pauta, que começa amanhã, em Tiradentes.
“Um festival serve para formação de público, que começa a entender que uma fotografia de qualidade supera a questão de que uma foto boa é aquela que é boa tecnicamente. Foto boa é aquela que tem o que dizer”, acrescenta o fotógrafo. A programação, que será realizada até domingo, abrange encontros no formato do Foto em Pauta, workshops, projeções e exposições. Entre os convidados estão nomes como J. R. Duran, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Márcio Rodrigues, João Castilho, Gustavo Lacerda e Gal Oppido. Há ainda o que vem sendo chamado de Ciclo de Ideias, que vai levar para o centro da discussão temas como retratos, mercado editorial, fotojornalismo e fotografia autoral.
A abertura, na noite de amanhã, no Centro Cultural Yves Alves e no Iphan, será com a 2ª Mostra Mineira de Fotografia, uma coletiva que reúne trabalhos de 100 autores, entre profissionais e amadores. O título vem de uma exposição datada de 1983, no Palácio das Artes. O próprio Sávio, garoto na época, participou do evento. A nova versão tem cinco curadores: Tibério França, Miguel Aun, Guto Muniz, Léo Lara e Elmo Alves. O critério para se inscrever (houve 300 inscrições) foi que os fotógrafos deveriam ter nascido em Minas ou residir no estado há mais de dois anos.
“Na mostra, o mais jovem expositor tem 15 anos e o mais velho, “seu” Wilson Batista, remanescente do Fotoclube Minas Gerais, tem 92”, afirma França. Não há um tema para a exposição. “A única coisa que evitamos foi o nu, para não gerar controvérsias, já que se trata de uma mostra aberta”, acrescenta. Há fotógrafos selecionados para esta coletiva que participaram da primeira, que reuniu 40 fotógrafos há quase 30 anos: Paulo Laborne, Branca de Paula, José Israel Abrantes e Paulo Batista.
Para França, que soma 25 anos de carreira, o que se vê na fotografia mineira dos dias de hoje são diferentes correntes: “Há a fotografia pictorialista, em que autores, como Eustáquio Neves, interferem na imagem; há aquela direta, em que não se mexe em nada, aproveitando inclusive as bordas dos negativos; e há uma corrente nova, de João Castilho, Rodrigo Albert, Pedro David, que poderiam ser chamados fotógrafos expressionistas, que ‘carregam na tinta’. Eles não alteram o que foi visto, mas existe uma interferência na saturação de cores, por exemplo.”
Trabalho recente de um desses fotógrafos será visto na única individual da programação oficial do evento. Pedro David vai apresentar Homem pedra, série de 13 fotografias resultantes de projeto iniciado (e ainda em curso) há três anos no sertão de Pernambuco. “A ideia era fazer uma investigação sobre os resquícios de uma relação íntima do homem com a natureza. Não sei dizer se o que se vê hoje é resquício do que existiu no passado ou do que romantizei”, diz David. O fotógrafo realizou duas viagens à região: a segunda, de dois meses, foi feita com bolsa de residência artística do Salão de Artes Plásticas de Pernambuco.
“De uma maneira geral, projetos de residência são aqueles em que você se fixa num lugar. O meu foi diferente: peguei um carro aqui e fiz a viagem, pois me interessava o percurso inteiro. Tanto que somente no sexto dia cheguei a Pernambuco”, explica David. Da série de 13 fotos (em grande formato, em papel de algodão com pigmentos naturais), três foram tiradas no caminho, na Bahia. A exposição conta também com instalação audiovisual, em que o vídeo Birutas será projetado em pedra de amolar faca adquirida no sertão pernambucano.
Trabalho da série Homem pedra, de Pedro David, realizado no Nordeste
Loucuras
Fotógrafo que abriu o Foto em Pauta em 2004, o carioca Cláudio Edinger vai a Tiradentes participar de bate-papo com o público e também ministrar workshop. O tema é a produção de livros fotográficos – ele é o autor de 13 obras do gênero. “Num livro, a gente pode se aprofundar num assunto até o limite”, afirma Edinger, que já lançou trabalhos sobre o Hotel Chelsea, em Nova York, as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Havana, entre outros.
“Todos os meus livros têm a ver com a minha história, tanto num asilo de loucos, quanto num hotel muito louco, quanto numa ilha muita louca (Cuba) ou de uma festa doida (carnaval). Seja onde for, no fim o fotógrafo anda caçando suas próprias loucuras por meio de imagens, para ver se encontra a chave”, diz Edinger, atualmente envolvido em projetos no sertão baiano, Amazônia, Paris, Los Angeles e Santa Catarina. “É um barato fazer coisas tão diferentes ao mesmo tempo, pois o que aprendo em Paris serve para a Bahia e assim por diante. Nunca tinha feito isso antes e está sendo um grande aprendizado”, finaliza.
PROGRAMAÇÃO
Exposições
• 2ª Mostra Mineira de Fotografia – Coletiva de 100 autores (Centro Cultural Yves Alves e Iphan)
. Homem pedra – Pedro David (Marcenaria Tiradentes)
Encontros e debates
• Amanhã
20h30 – Abertura da Mostra Mineira de Fotografia
• Quinta-feira
18h30 – Ciclo de ideias – Retrato: Complexidade e troca (Clício, Cristiano Mascaro e Gal Oppido)
20h30 – Foto em Pauta (Cláudio Edinger)
• Sexta-feira
17h15 – Foto em pauta (Márcio Rodrigues)
18h30 – Ciclo de ideias – Por um fotojornalismo que se anuncia (Sérgio Moraes, Alexandre Sassaki, Cláudio Versiani e Kátia Lombardi)
20h – Imagens do Fotojornalismo 2010 (Reuters, France Press e O Globo)
• Sábado
10h30 – Ciclo de ideias – Fotolivros: Memória contida (Valdemir Cunha, Iatã Cannabrava e Alexandre Belém)
11h30 – Um olhar sobre a fotografia carioca (Patrícia Gouvêa)
16h – Reunião do Fórum da Fotografia Autoral de Minas Gerais
17h15 – Foto em pauta (Gustavo Lacerda)
18h30 – Ciclo de ideias – Autores; Reverberações e tempos (João Castilho, Pedro David e Pedro Motta)
19h – Lançamento do livro Tiradentes: Um olhar para dentro (Cristiano Mascaro e Humberto Werneck)
20h30 – Revistas de fotógrafos, com Bob Wolfenson e J. R. Duran, entrevistados por Alexandre Belém e Marília Scalzo
• Domingo
10h – Mostra dos alunos dos workshops
Workshops
• Bob Wolfenson (Encontro com o autor): R$ 400 (sexta)
• Cláudio Edinger (O trabalho autoral e a produção de livros fotográficos): R$ 400 (sexta)
• Clício (Gerenciamento de cores e fluxo de pré-impressão para fotógrafos): R$ 500 (quinta e sexta)
• Coletivo Garapa (O ensaio autoral: da exibição on-line à parede da galeria. Novos rumos e formatos para a fotografia) – R$ 400 (quinta e sexta)
• Cristiano Mascaro (Encontro com o autor): R$ 400 (quinta e sexta)
• Cristiano Xavier e Jorge Santos (Na luz da noite, workshop de fotografia noturna) – R$ 220 (quinta a sábado)
• Gal Oppido (Quem com luz fere com luz será ferido) – R$ 400 (quinta a sábado)
• Guto Muniz (A fotografia nas artes cênicas) – R$ 300 (quinta a sábado)
• João Castilho (A fotografia como prática artística contemporânea) – R$ 400 (quinta e sexta)
• João Marcos Rosa (Documentários fotográficos ambientais em foco) – R$ 300 (quinta a sábado)
• Valdemir Cunha (Fotografia de viagem e edição de imagens) – R$ 400 (quinta e sexta)
FESTIVAL FOTO EM PAUTA
De amanhã a domingo, no Centro Cultural Yves Alves, em Tiradentes. A programação, à exceção dos workshops, tem entrada franca. Informações: www.fotoempauta.com.br/festival
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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