quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ensaio de casal muito lindo no estilo Vintage

Lindo esses ensaios, uma idéia muito fofa para quem gosta do estilo Vintage e quer ser mais original na hora de tirar suas fotos. Muito fofo!

Essas fotos foram tiradas deste blog: Noivas e etc - Daiane Welter
Quem quiser conferir o post:
http://www.noivaseetc.com/?p=911&cpage=1#comment-6961














segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eu?!Assistente de fotógrafo?!




rsrs Ainda  me lembro das aulas de fotografia e dos toques do Tibério França para os alunos que gostariam de trabalhar e investir mais efetivamente na área da fotografia. Tirando a Bruna (Bruna Finelli) e a Camilinha (Camila Lacerda) que já eram mais habituadas com a prática, destacando-se mais a Bruna que já está em um caminho de profissionalização(na área de moda e editoriais) os outros alunos,simples mortais pouco sabiam sobre lentes, flashes, photoshops etc.
Tivemos que aprender tudo! Tibério não se preocupou em nos formar na técnica, no uso das luzes, etc. Nos passou o básico e a partir das nossas perguntas e questões que iam surgindo tudo era falado e aprendido. Mas, acredito que como professor e artista fez mais, ele abriu caminho para o nosso olhar se apurar, porque afinal de contas, mais do que fotógrafos somos artistas e pelo menos no meu caso almejo um trabalho mais autoral pra frente.

Mas, também sempre tive o desejo de aprender fotografia na prática, afinal, assim uniria o útil ao agradável, já que tenho muito apreciação pelas fotos de estúdio, books e quem sabe até chegar a fazer um editorial também. Desejo ser como profissional, uma fotógrafa na integra, que domina bem seu equipamento e sabe onde quer chegar com suas fotos.

Então, anos de trabalho e amadurecimento na área da fotografia levaram o Tibério a fazer algumas considerações importantes para quem gostaria de se aperfeiçoar. A principal seria a de começar ajudando algum fotógrafo como assistente, servindo e aprendendo todas as coisas que ele pudesse passar.

Bom, seguindo este caminho procurei o Jean (Jean Assis) fotografo em Belo Horizonte. O trabalho do Jean é bem diversificado, vai desde books, banners, casamentos, editoriais de moda etc.
Além disto tudo Jean é uma ótima pessoa, o que deu para perceber logo de cara abrindo seu estúdio (super avançado rs lembra ;) rs) para que possa aprender com ele.
Além de ser um excelente profissional é ainda cristão, o que me alegra muito, pois compartilhamos da mesma fé!

Tibério, obrigada pelos toques, saiba que precisarei de muitos ainda, ex-aluna, SEMPRE aluna! rsrs

Achei esta foto no blog " Menina dos Olhos" Achei super gracinha Tibério! rs



E Jean, obrigada por me receber e começar a me ensinar sobre a fotografia comercial e o seu meio, estou adorando!

Este post dedico aos dois! ;)

Site do fotógrafo Jean Assis:

www.jeanassis.com











Esta foto linda foi o Jean Assis que tirou de mim dançando em um culto da IBL (quem diria hein Jean?)





Mudando totalmente o assunto e aproveitando meu animo de hoje para escrever...
Gostaria de fazer ainda (antes de terminar este post!) uma breve apresentação:
Como não poderia deixar, sempre quero trazer novos artistas (que estão me influenciando, inspirando etc) para que vocês possam conhecer também:
Eis então:

João Castilho

Estou aprendendo a admirar mais e mais o talento deste fotógrafo que se chama João Castilho.João fez parte da minha banca na exposição de fotografia e participou do simpósio na última quarta feira na Guignard "A Fotografia e o Mercado das Artes" do qual participei.



Talvez você se lembre do João pela série que virou até um livro da Cosaf&Naif  " Paisagens Submersas",junto com os fotográfos Pedro Davi e Pedro Motta (vale a pena conferir o trabalho de cada um individualmente) voltando ao João, tanto este trabalho quanto os outros que tem feito tem sobressaído e servido para mim como referencial em relação a uma busca de uma fotografia mais autoral.

João Castilho é um grande cara!

Site do artista:

http://www.joaocastilho.net/v2/pt



Confira reportagem sobre o artista na revista Bravo online:
http://bravonline.abril.com.br/conteudo/artesplasticas/artesplasticasmateria_412862.shtml

Site do Trabalho Paisagens Submersas:

http://www.paisagemsubmersa.com.br/


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Fotografia e o mercado das Artes


Seminário realizado pela Fototech acontecerá dia 01/12/2010 no auditório da Escola Guignard, a partir das 08:30 da manhã.

Convidados:

Isabel Amado
Ricardo Fernandes
João Castilho
Sérgio Burgi

" De alguns anos para cá a obra fotográfica vem ganhando cada vez mais espaços não só nas galerias tradicionais, como em locais criados, especificamente, para sua exibição. Pesquisas apontam as obras de arte, entre elas a fotografia, como um dos melhores investimentos da atualidade. Fotógrafos, curadores, marchands, galeristas, colecionadores, entre outros, se reúnem para tratar da crescente presença da fotografia no mercado artístico".

Sobre os palestrantes:
Isabel Amado: De 1988 a 1996, foi a coordenadora da Galeria Fotoptica, em São Paulo, fundada por Thomaz Farkas, um dos pioneiros da moderna fotografia em nosso país. Nesse período de 8 anos, realizou 74  exposições dos principais fotógrafos brasileiros, entre eles, Bob Wolfenson, Claudia Jaguaribe, Iatã Cannabrava, Christian Cravo e Claudio Edinger. A partir de 1997, passou a coordenar o Departamento de Fotografia do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, até 2000. Dirige a empresa Anima Montagens desde 2000, especializada na organização e na manutenção de arquivos e acervos de fotografia, é sócia da Galeria da Gávea, inaugurada em agosto de 2009 no Rio de Janeiro.
Ricardo Fernandes: nascido em Belo Horizonte, no ano de 1968, radicado desde 2007 em Paris, de onde desenvolve seus trabalhos e seus projetos. Passando pelas Universidades de Fribourg, na Suíça, pelo Instituto Izabela Hendrix, no Brasil e pela École du Louvre, em Paris, ele desenvolveu seus estudos e pesquisas em Jornalismo de Arte, Design de Interiores e História da Arte, respectivamente. Marchand, curador de eventos de arte e design, tornou-se um experiente profissional, negociando arte e objetos no mundo. Pesquisador poliglota e crítico de arte exigente, credenciado pela Association Internationale des Critiques d’Art(AICA). Colabora com renomadas revistas brasileiras, trabalhando também como escritor de ensaios e artigos internacionais sobre a arte e o design.
João Castilho: nascido em Belo Horizonte, onde vive e trabalha, é fotografo, mestrando em Artes Visuais pela UFMG, especialista em Artes Plásticas e Contemporaneidade pela Escola Guignard e graduado em jornalismo pela PUC Minas. Realizou exposições individuais e coletivas em diversos locais do Brasil e exterior. Recebeu os prêmios Conrado Wessel de Arte, Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, Prêmio Porto Seguro de Fotografia, Bolsa Funarte de  Estimulo a Criação Artística e a Bolsa Pampulha. Em 2008 publicou o livro Paisagem Submersa pela Cosac Naify. Tem obras no acervo do Museu da Pampulha, no MAM da Bahia, no MAM de São Paulo e na Coleção Pirelli-Masp de Fotografia.
Sérgio Burgi: Formou-se em Ciências Sociais pela USP em 1981 e ingressou no mesmo ano no curso de Mestrado em Conservação Fotográfica da School of Photographic Arts and Sciences, Rochester Institute of Technology, NY, EUA, onde obteve em 1984 os diplomas de Master of Fine Arts in Photography e Associate in Photographic Science pelo Rochester Institute of Technology, ambos com trabalhos específicos na área de conservação fotográfica. Foi coordenador do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Fundação Nacional de Arte, no Rio de Janeiro, entre 1984 e 1991. É membro do Grupo de Preservação Fotográfica do Comitê de Conservação do Conselho Internacional de Museus (ICOM) e, desde 1999, coordena a área de fotografia e a Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles (IMS), principal instituição voltada para a guarda e preservação de acervos fotográficos no Brasil.
Serviço:
Data: 01º de dezembro de 2010
Local: Auditório da Escola Guignard
Endereço: Rua Ascânio Burlamarque, 540 Mangabeiras – Belo Horizonte – MG
Horário: das 8:30hs às 19hs
Programação:
8:30hs: Recepção e credenciamento dos participantes
9:00hs: Palestra “A arte e o mercado no âmbito da fotografia”. Palestrante: Isabel Amado (RJ)
10:30hs: Palestra “O marchand e o mercado da arte fotográfica nacional e internacional”. Palestrante: Ricardo Fernandes (MG/Paris)
12:00hs: Intervalo para almoço
14:00hs: Palestra “O fotógrafo e a obra artística.” Palestrante: João Castilho (MG)
15:30hs: Palestra “O papel do colecionador e os cuidados na preservação da obra fotográfica,” Palestrante: Sérgio Burgi (SP)
17:00hs: Coffee Break
17:30hs: Bate-papo entre os palestrantes e os participantes.
19:00hs: Encerramento
Investimento:
Até 31 de outubro:
R$ 100,00 (associados Fototech / alunos da Escola Guignard)
R$ 150,00 (público em geral)
Forma de pagamento: 02 vezes (inscrição + dia do evento) / 10% de desconto à vista
De 1º a 16 de novembro:
R$ 125,00 (associados Fototech / alunos da Escola Guignard)
R$ 175,00 (público em geral)
Forma de pagamento: 02 vezes (inscrição + dia do evento)
De 17 de novembro até 1º de dezembro:
R$ 150,00 (associados Fototech / alunos da Escola Guignard)
R$ 200,00 (público em geral)
Forma de pagamento: à vista
* Associados Fototech do interior de Minas Gerais (exceto Grande BH) tem 50% de desconto sobre o valor do investimento do associado da capital e região metropolitana em todos os períodos de inscrição.


Outras informações  no blog da Fototech

http://www.fototech.com.br/blog/2010/mercado-das-artes/

Eu vou!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Exposição dos formandos de Fotografia da Escola Guignard sai no EM - caderno Divirta-se

Olá! Posto ai no blog o link do Jornal Estado de Minas onde fizeram uma matéria com a nossa Exposição de Fotografia na Guignard.

Bacana demais!

http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2010/11/19/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=31212/ficha_agitos.shtml



Exposição da Escola Guignard revela novos caminhos estéticos



A artista Paula Magalhães em frente ao trabalho que expõe na Guignard

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ixiii!!!! Apaguei todas as fotos!!!

Talvez você já sentiu ou já se viu nessa situação. Pois é, ontem foi a vernissagem da minha última exposição, a de fotografia. E para não perder o costume lá estava eu com minha câmera para capturar todos os lances e pessoas ali. Passado algum tempo deixei a câmera com uma amiga que fez mais fotos e filmagens da exposição, dos participantes, meus amigos e minha familia.
Estava super cansada quando terminou tudo porque mais uma vez me vi atuando ativamente na vernissagem (comes e bebes). Quando tudo havia terminado, senti o prazer do dever cumprido e de ter fechado o curso com chaves de ouro rsrs. Minha amiga ainda mexia com a câmera quando por acidente deletou a pasta de fotos e vídeos que tinha feito. Dava para ver a frustração no seu rosto, ficou muito triste e envergonhada, por um momento confesso que fiquei chateada, mas por fim achei foi muita graça do acontecido.

Pensando sobre essas coisas e enquanto consolava a Jey (a amiga) comecei a pensar se seria ou não uma ironia do destino isso ocorrer logo na exposição de fotografia!

Ainda antes uma amiga de Guignard Thaís Valadares comentava sobre o meu trabalho: Bianca! Fiquei surpresa ao ver seu despreendimento com a imagem! Você dobrou todas! Ela se referia ao meu trabalho na exposição onde transformei minhas fotos em origamis. Engraçado, e que quando me contou isso lembrei que por diversas vezes em meu processo de trabalho, tive pena de dobrar as fotografias tão bonitas que tirado da Letícia ( minha modelo), mas entendi que para que alcançasse meus objetivos, o dobrar não seria uma opção! Escolha da mais acertada, pois o que mais impressionou a todos em relação ao meu trabalho, foi a originalidade de ter transformado a imagem. Sem falsa modéstia, fiquei muito orgulhosa... Em pensar que aprendi a fazer aqueles origamis sozinha e ter gostado tanto do resultado plástico.

O interessante disto tudo é que na situação de ter perdido as fotos lembrei-me de novamente ter que lidar com o desapego das imagens e perceber que podemos perder todos os nossos arquivos no apertar de um botão pequeno.E o que perderia afinal?

Pensaria em 1ª instância que estaria perdendo a recordação do momento vivido, mas a real motivação seria o sentimento de ter perdido o poder da posse, o domínio que tinha sobre as imagens. Talvez tenha sido isso (no profundo) que frustrou tanto a Jey, afinal tinha trabalhado tanto, se esforçado tanto por mim, mas... perdeu, não teve domínio... Mas quem tem?
Na verdade não temos domínio de nada, muitas das coisas que nos acontecem vem sem um "sobreaviso".

Isso só serve para nos mostrar que precisamos aprender a lidar com o desapego, que erros e falhas acontecerão e que elas não qualificam quem somos.

Então penso que nós artistas precisamos mais do que ninguém exercitar esse desapego, pois, a nossa arte vai além de nós, ela vai além das fronteiras,e a partir do momento que as expomos, elas não pertencem mas a nós somente, mas a cada pessoa que a contemplar e a interpretar.

Quanto as fotos? Foram recuperadas para minha alegria e principalmente da minha querida amiga Jey com um programinha básico que achei na net: o Recuva

Ai vai o link:

www.softonic.com.br/s/recuperar-fotos-cart%C3%A3o-memoria

E agora eis as imagens:



Origami
Uma referência a própria fotografia em suas cores RGB


Falando para o meu amigo Marcelo do meu trabalho

uhummm comes e bebes

Minha companheira e amiga de Guignard! Parabéns Regina, estamos formando!


Eu e minhas amigas preciosas Flávia, e Jey! ♥

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O trabalho do repórter fotógrafo Sebastião Salgado

Destaca-se no cenário da fotografia contemporânea a figura de Sebastião Salgado, um repórter fotográfico que capta de forma primorosa a luz em suas fotografias transformando-as em poderosos e latentes diálogos com o expectador. Seu trabalho é hoje reconhecido no mundo não apenas pela sua técnica e acabamentos em suas imagens, mas também pelos temas que aborda em suas fotos, como na série que retrata os trabalhadores na Serra Pelada:


Salgado, foi nomeado Representante Especial da Unicef em 3 de Abril de 2001, dedicando-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo. Esse trabalho está documentado em 10 livros e muitas exposições que lhe valeram a maioria dos prémios de fotografia em todo o mundo. "Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado. "Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo."



Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito filhos. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar os seus estudos para o doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. Depois de pedir emprestada a câmera da sua mulher, Lélia, para uma viagem a África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projectos de documentários mais elaborados e pessoais. Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.


:
Fotógrafo reconhecido internacionalmente e adepto da tradição da "fotografia engajada", Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazónia, que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado mora actualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projecto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.



É sempre bom conhecermos artistas fazendo trabalhos em Arte que fogem de se "auto biografar", mas propõem um diálogo sobre as causas tristes da humanidade. É fácil fechar os olhos, mas as fotos de Sebastião Salgado fazem com que suas imagens carreguem em si reflexões de forma até mesmo cativantes, mas não menos angustiantes ao espectador, através da capacidade do artista de usar a luz a favor do tema retratado, do enfoque e de sua sabedoria na forma de fazer suas composições demonstra a força e o silêncio inquietador da imagem, essência e fatores que fazem dela uma obra de arte.


domingo, 14 de novembro de 2010

Me formar é uma vitória!

 Porque me formar seria uma vitória?

Ontem a noite pensava sobre isso, fazendo minhas reflexões, perguntando a mim mesmo o porque de ser tão grata a esse final de curso.
 Entendo que me graduar será apenas um começo de uma carreira acadêmica ao qual me proponho, tenho um sincero desejo de estudar bem mais.
Mas olhando para trás percebo o quanto foi difícil superar os 4 anos de Guignard.

Primeiro quando entrei na faculdade, depois de 8 anos sem estudar nada, lembro que no vestibular fazemos primeiramente uma prova de aptidão. Muitos concorrentes fizeram até cursinhos de desenho para prestarem a prova, e eu nunca tinha feito qualquer tipo de aula assim. Meu desenho era muito instintivo, apenas desenhava. Interessante é que passar por esta prova, era pra mim, muito importante, já que realmente acreditava que era boa naquilo (desenho).


Passei pela prova de aptidão e fui para o vestibular, naquele ano em que fiz o vestibular 2007 o nível dos candidatos tinha sido muito alto e consegui apenas a vaga de 8º excedente, quando fui perguntar na secretaria, ninguém poderia me dar uma perspectiva agradável se conseguiria ou não entrar para a faculdade.

Meu interesse sempre foi a Guignard, engraçado, sabia que era uma escola que vinha de uma história de mais liberdade na forma do ensino e que possuía um nome muito bom no meio artístico.  A UFMG nem foi uma tentativa, queria muito uma vaga e graças a Deus, muitos que haviam passado na Guignard naquele ano, também tinham feito provas na UFMG e optaram por ela, e assim o improvável 8º lugar excedente foi a mim oferecido por uma ligação.

O 1º ano foi um ano de grandes descobertas! Me lembro com muito carinho da profª Mary Lanne de criatividade que nos apresentou Lygia Clark (sua mestra), Hélio Oiticica e Cildo Meirelles.



Também me lembro com muito amor e admiração do meu profº. Marco Túlio e suas aulas de Bi-Tri, de toda a desconstrução do olhar, o poder de guardar e usar as memórias, o fazer do livro de artista e o dia em que nos levou em seu ateliê, que para mim foi e é fantástico!


A profª. Isaura Pena e os desenhos de objeto, quantas novas percepções, quantos materiais diferentes poderia começar a usar e incorporar no meu trabalho. Lembro- me do dia em que elogiou um desenho meu, fiquei super lisongeada com o gesto, porque para mim Isaura sempre será uma grande referência no desenho.


Também não posso me esquecer dos adoráveis e talentosos profºs de desenho de paisagem que tive na escola, das aulas no Parque Municipal com Gouvéia e na praça da Liberdade com o Abílio


 Devo citar ainda a profª Giovanna que me mostrou sobre o poder da cor e o fantástico universo das aquarelas.


Ainda os professores Sebastião Miguel e Sérgio Vaz com os desenhos de figura humana, lembro de como foi constrangedor desenhar o primeiro nu. Moisés foi um modelo fantástico, super profissional e logo se tornou amigo de minha turma e assim as coisas foram se tornando mais habituais, mas normais para nós.





Lembro quando participei da minha primeira mostra interna (com uma pintura) e o quanto significou para mim entender que já era uma artista.


Porém neste momento estava passando por tantos problemas, o meu emocional estava em frangalhos e não queria e conseguia fazer mais nada, minha inspiração e alegria haviam acabado. Com o término traumatizante de um namoro (Veja o post " A Maçã do Topo), vi minh'alma destruída. Perdi a concentração, a doçura, o talento, a percepção, só ficando a mágoa o rancor e a depressão. Penso em meus colegas e o quanto foram imprescindíveis para que conseguisse enfrentar aquele momento, quanta paciência comigo. Era como diz o livro " A Cabana" a Grande tristeza me envolvendo por todos os lados!

Passado este tempo difícil comecei a retomar o meu amor ao trabalho e me sentir realizada e feliz novamente. Entendi que na vida teremos angústias, mas que devemos aprender a lidar com elas e transformá-las em uma mola propulsora para o trabalho artístico e porque não falar delas no meu trabalho?
Percebi então minha mudança e amadurecimento em aprender que a vida não seria tão fácil e romântica como imaginava no ínício, mas que precisava de ser vivida e encarada de frente por mim.

Nos últimos semestres aulas com os artistas Fátima Pena e Alan Fontes me fizeram crescer bastante em minhas pinturas, amei a a aula no ateliê da Fátima, onde no dia pintamos cerâmicas e tivemos um tempo muito especial de conversas e conhecimento.

Com o profº Tibério França meu coração foi despertado pela fotografia, sua técnica, suas possibilidades etc.
Desde o princípio entendi que era isso que gostaria de me dedicar resolvendo entrar de cabeça na fotografia dentro da Guignard.


Marco Túlio continuou me acompanhando na habilitação de desenho e sempre me enriquecendo com suas falas,conhecimento e experiência de artista de longa data.


Entendem então porque estou tão feliz?

É por todas estas coisas que me referi no texto e por ter passado por tantas e diferentes fases durante o curso. Olhando para trás me sinto como a ave Fênix que renasceu das cinzas.Me sinto uma sobrevivente e vitoriosa.

Entendo que isso é só um início.

Espero que estas palavras descritas o incentive a continuar e persistir nos seus sonhos e projetos, pois sempre valerá a pena. Sempre valerá a pena!


Dedico este texto a Deus e a minha família